sexta-feira, 29 de maio de 2026

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 16 - Número 04

 As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Abril de 2026, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1 e no Anexo 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 18,7ºC e 23°C (a média foi 21ºC, anomalia de -0,1ºC). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 15,1°C e 27,6°C (anomalias de -0,3ºC e +0,1ºC). A maior temperatura máxima registrada foi 29,6ºC (dia 05) e a menor temperatura mínima foi 12,1ºC (dia 16). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 77% e 0,74 m/s (2,67 km/h), respectivamente. No mês de Abril, a direção predominante do vento foi de Nor-Noroeste. Houveram 7 dias com precipitação, sendo cinco com registros acima de 0,4 mm, totalizando 105,8 mm (dobro da média).

O mês de abril de 2026 em Itajubá caracterizou-se pela influência de uma frente fria. O período teve início com a formação de um ciclone subtropical próximo à costa e um cavado associado a esse sistema no dia 01 (Figura 2). O escoamento em baixos níveis, impulsionado pelo deslocamento desse sistema e pelas bordas do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul, contribuiu para um volume expressivo de chuvas na noite do dia 02, acumulando 87,1 mm. No dia seguinte, instabilidades no fim da tarde resultaram em mais 3 mm. Na sequência, entre os dias 07 e 08, o escoamento aliado a uma instabilidade pré-frontal gerou um acumulado de 14,5 mm. Logo em seguida, no dia 09, o avanço de uma frente fria próxima ao Sul de Minas Gerais provocou apenas o aumento da nebulosidade (Figura 3). Após esses episódios de instabilidade, o restante do mês destacou-se por noites e manhãs mais frias, que contrastaram com tardes quentes e secas. Esse padrão culminou na temperatura mínima do mês, registrada no dia 16 (12,1 ºC). Além disso, a umidade relativa mínima oscilou entre 37% e 54% (de 13 a 21 de abril), enquanto as temperaturas máximas se mantiveram variando entre 25 ºC e 29 ºC até o final do período.


Com relação à nebulosidade (Figura 4), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 31%. O dia mais nebuloso foi o dia 10 de Abril do que se tem registrado.


O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Abril é mostrado na Figura 5. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 23,10 (dia 15), o maior valor foi 27,85 (dia 06), a média mensal foi 25,51 e a média da hora de ocorrência do maior IET foi de 13h20. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 4 e 5). 


Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 1,35 o que caracteriza um clima úmido.


Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:


http://meteorologia.unifei.edu.br 


https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/


Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


www.grec.iag.usp.




Figura 1 - Variáveis atmosféricas observadas no mês de Abril de 2026 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 



Figura 2 - Cavado associado a um ciclone subtropical influenciando a região do sul de Minas no dia 01/04/2026 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.


Figura 3 - Frente fria próxima a região do sul de Minas no dia 09/04/2026 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.




Figura 4 - Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de Abril de 2026.



Figura 5 -  Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de Abril de 2026.



Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Simões Reboita

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 16 - Número 03

        As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Março de 2026, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1 e no Anexo 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 19,6ºC e 24,1°C (a média foi 22ºC, anomalia de -0,5ºC). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 17°C e 27,9°C (anomalias de -0,6ºC e -1ºC). A maior temperatura máxima registrada foi 31,9ºC (dia 15) e a menor temperatura mínima foi 30,9ºC (dia 16). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 77% e 0,79 m/s (2,87 km/h), respectivamente. No mês de Março, a direção predominante do vento foi de Nor-Noroeste. Houveram 10 dias com precipitação, todos com registros acima de 0,4 mm, totalizando 138 mm (80% da média). 

O mês de março de 2026 em Itajubá foi marcado pela passagem de uma frente fria e por episódios de transporte de umidade que influenciaram o Sul de Minas Gerais. O início do período apresentou tardes quentes e secas, contrastando com noites mais amenas. Entre os dias 08 e 09 (Figura 2), a passagem do primeiro sistema frontal do mês ocasionou acumulados de 5,8 mm. Em sequência, entre os dias 10 e 12, a instabilidade atmosférica e o escoamento de umidade pelas bordas de um sistema de alta pressão pós-frontal geraram um volume mais expressivo, totalizando 51,4 mm. Logo após, no dia 13, a circulação de um sistema de baixa pressão formado na costa promoveu mais 40,4 mm de chuva. A segunda quinzena iniciou com a elevação das temperaturas, culminando na máxima do mês no dia 15 (31,9 ºC). Contudo, a disponibilidade de umidade aliada a novas instabilidades resultou em 36,8 mm de precipitação entre os dias 18 e 19. O mês encerrou com a atuação de um cavado associado a uma baixa pressão na costa, que provocou chuva de 2,8 mm no dia 31 (Figura 3). 

        Com relação à nebulosidade (Figura 4), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 43%. O dia mais nebuloso foi o dia 11 de Março do que se tem registrado.

        O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Março é mostrado na Figura 5. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 20,96 (dia 11), o maior valor foi 28,36 (dia 18), a média mensal foi 26,18 e a média da hora de ocorrência do maior IET foi de 12h57. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 4 e 5). 


Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 1,46 o que caracteriza um clima úmido.


Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:


http://meteorologia.unifei.edu.br 


https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/


Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


www.grec.iag.usp.




Figura 1 - Variáveis atmosféricas observadas no mês de Março de 2026 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 


Figura 2 - Frente Fria próxima a região do sul de Minas no dia 09/03/2026 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.



Figura 3 - Cavado influenciando a região do sul de Minas no dia 31/03/2026 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.




Figura 4 - Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de Março de 2026.





Figura 5 -  Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de Março de 2026.



Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Simões Reboita

sexta-feira, 13 de março de 2026

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 16 - Número 02

As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Fevereiro de 2026, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 19,2ºC e 24,8°C (a média foi 22,4ºC, anomalia de -0,6ºC). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 18,7°C e 28,0°C (anomalias de +0,5ºC e -1,5ºC). A maior temperatura máxima registrada foi 31,9ºC (dia 15) e a menor temperatura mínima foi 15,6ºC (dia 28). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 82% e 0,69 m/s (2,48 km/h), respectivamente. No mês de Fevereiro, a direção predominante do vento foi de Nor-Noroeste. Houveram 18 dias com precipitação sendo 17 com precipitação acima de 0,4 mm, totalizando 227,2 mm (19% acima da média). 

Em fevereiro de 2026, a atuação da ZCAS e de episódios frequentes de transporte de umidade influenciaram o Sul de Minas Gerais. O mês iniciou com instabilidades devido ao aquecimento diurno que resultou em 8,2 mm no dia 01. Em seguida ocorreu o primeiro episódio de ZCAS do ano, acumulando 121 mm entre os dias 03 e 11 (Figura 2), e os efeitos do sistema persistiram até o dia 12, somando mais 7,2 mm. Após um período de dias quentes, áreas de instabilidades voltaram a atuar, resultando em 11,4 mm no dia 18 e 2,5 mm no dia 20. Posteriormente, a atuação de um cavado favoreceu o acumulado de 6,6 mm de chuva no dia 23 (Figura 3), seguidos por instabilidades generalizadas que totalizaram acumulados de 14,7 mm no dia 24 e 3,8 mm no dia 25. Por fim, a combinação da influência de uma baixa pressão na costa aliada a jatos de baixos níveis oriundos da Amazônia sobre Itajubá intensificou a convergência de umidade. Isso resultou em 51,6 mm no dia 26 (Figura 4), um volume expressivo durante o período das 14h às 16h, causando transtornos generalizados na cidade.


Com relação à nebulosidade (Figura 5), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 55%. O dia mais nebuloso foi o dia 09 de Fevereiro do que se tem registrado.


O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Fevereiro é mostrado na Figura 6. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 21,72 (dia 09), o maior valor foi 28,92 (dia 18), a média mensal foi 27,11 e a média da hora de ocorrência do maior IET foi de 13h35. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 5 e 6). 


Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 2,44 o que caracteriza um clima úmido.


Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:


http://meteorologia.unifei.edu.br 


https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/


Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


www.grec.iag.usp.




Figura 1 - Variáveis atmosféricas observadas no mês de Fevereiro de 2026 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 




Figura 2 - ZCAS sobre a região do sul de Minas no dia 09/02/2025 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.



Figura 3 - Cavado influenciando a região do sul de Minas no dia 23/02/2026 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.



Figura 4 - Baixa pressão próxima a região do sul de Minas no dia 26/02/2025 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.





Figura 5 - Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de Fevereiro de 2026.





Figura 6 -  Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de Fevereiro de 2026.




Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Simões Reboita

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 16 - Número 01

 As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Janeiro de 2026, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1 e no Anexo 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 18,4ºC e 24,9°C (a média foi 21,5ºC, anomalia de -1,5ºC). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 17,5°C e 27,6°C (anomalias de -0,9ºC e -2,0ºC). A maior temperatura máxima registrada foi 32,4ºC (dia 11) e a menor temperatura mínima foi 15,3ºC (dia 21). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 80% e 0,95 m/s (3,43 km/h), respectivamente. No mês de Janeiro, a direção predominante do vento foi de Nor-Nordeste. Houveram 17 dias com precipitação sendo 16 com precipitação acima de 0,4 mm, totalizando 272,5 mm (20% acima da média).

Em janeiro de 2026, dois episódios de ZCAS e uma frente fria influenciaram o Sul de Minas Gerais. O mês começou com instabilidades que somaram 5 mm no dia 01 e em seguida ocorreu o primeiro episódio de ZCAS do ano, acumulando 36,2 mm entre os dias 02 e 03 (Figura 2) e mantendo chuvas de 7,4 mm no dia 07 (Figura 3). Após um período de dias quentes entre 08 e 12, instabilidades voltaram a atuar e ocasionaram um acumulado de 44,4 mm entre os dias 13 e 15. Na sequência, instabilidades locais e a atuação de uma baixa pressão resultaram em chuvas nos dias 17 (8 mm) e 18 (13 mm). A passagem de uma frente fria influenciou a região entre os dias 19 e 20, registrando 21,2 mm (Figura 4). Logo depois, a atuação de uma nova ZCAS entre os dias 22 e 25 ocasionou o maior volume do período, com 75,8 mm (Figura 5). No dia 27, a instabilidade associada a um cavado provocou 7,2 mm. Por fim, no dia 30, o cenário se intensificou com a atuação de um novo cavado e uma baixa pressão, gerando um volume expressivo de 56,6 mm (Figura 6).


Com relação à nebulosidade (Figura 7), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 57%. O dia mais nebuloso foi o dia 18 de Janeiro do que se tem registrado.


O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Janeiro é mostrado na Figura 8. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 19,83 (dia 20), o maior valor foi 29,03 (dia 03), a média mensal foi 26,34 e a média da hora de ocorrência do maior IET foi de 13h25. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 7 e 8). 


Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 2,8036 o que caracteriza um clima úmido.


Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:


http://meteorologia.unifei.edu.br 


https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/


Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


www.grec.iag.usp.




Figura 1 - Variáveis atmosféricas observadas no mês de Janeiro de 2026 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 




Figura 2 - ZCAS sobre a região do sul de Minas no dia 03/01/2025 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.



Figura 3 - ZCAS sobre a região do sul de Minas no dia 07/01/2026 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.



Figura 4 - Frente Fria sobre a região do sul de Minas no dia 20/01/2025 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.



Figura 5 - ZCAS sobre a região do sul de Minas no dia 22/01/2025 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.


Figura 6 - Cavado sobre a região do sul de Minas no dia 30/01/2025 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.




Figura 7 - Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de Janeiro de 2026.


Figura 8 -  Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de Janeiro de 2026.


Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Reboita Simões

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 15 - Número 12

 As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Dezembro de 2025, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 19,3ºC e 26,1°C (a média foi 23,3ºC, anomalia de +0,4ºC). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 18,5°C e 29,4°C (anomalias de +0,5ºC e +0,3ºC). A maior temperatura máxima registrada foi 35,5ºC (dia 28) e a menor temperatura mínima foi 14,7ºC (dia 05). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 75% e 1,1 m/s (3,95 km/h), respectivamente. No mês de Dezembro, a direção predominante do vento foi de Nor-Nordeste. Houveram 15 dias com precipitação sendo 14 com precipitação acima de 0,4 mm, totalizando 93 mm (43% da média). 

Em dezembro de 2025, duas frentes frias influenciaram o Sul de Minas Gerais. O mês começou com a influência de uma baixa pressão e transporte de umidade, que ocasionaram 8,6 mm de chuva em Itajubá nos dias 02 e 03. Entre os dias 09 e 10, a formação de um ciclone no Sul do Brasil trouxe a primeira frente fria à região, acumulando 28,2 mm (Figura 2). Pouco depois, entre os dias 13 e 15, a combinação de baixa pressão, umidade do norte e aquecimento diurno resultou em um acumulado expressivo de 35,2 mm. A segunda frente fria passou entre os dias 16 e 17, registrando 2 mm (Figura 3). Nos dias 18 e 19, um episódio de ZCAS foi responsável por 3,6 mm (Figura 4). A partir do dia 20, as temperaturas se elevaram. O calor gerou chuvas de fim de tarde nos dias 24 (1 mm) e 27 (1,8 mm), enquanto instabilidades organizadas provocaram chuvas nos dias 29 (4,2 mm) e 31 (8,4 mm).


Com relação à nebulosidade (Figura 5), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 51%. O dia mais nebuloso foi o dia 09 de Dezembro do que se tem registrado.


O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Dezembro é mostrado na Figura 6. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 21,40 (dia 18), o maior valor foi 30,79 (dia 26), a média mensal foi 27,03 e a média da hora de ocorrência do maior IET foi de 13h27. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 5 e 6). 


Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 0,79 o que caracteriza um clima subúmido úmido.


Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:


http://meteorologia.unifei.edu.br 


https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/


Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


www.grec.iag.usp.





Figura 1 - Variáveis atmosféricas observadas no mês de Dezembro de 2025 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 




Figura 2 - Frente Fria sobre a região do sul de Minas no dia 10/12/2025 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.





Figura 3 - Frente Fria sobre a região do sul de Minas no dia 17/12/2025 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.




Figura 4 - ZCAS sobre a região do sul de Minas no dia 19/12/2025 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.





Figura 5 - Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de Dezembro de 2025.




Figura 6 -  Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de Dezembro de 2025.





Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Simões Reboita

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 15 - Número 11

 As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Novembro de 2025, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 18,6ºC e 24,5°C (a média foi 21,2ºC, anomalia de -0,8ºC). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 16°C e 27,6°C (anomalias de -1ºC e -0,7ºC). A maior temperatura máxima registrada foi 32,6ºC (dia 30) e a menor temperatura mínima foi 11,4ºC (dia 26). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 74% e 1,27 m/s (4,56 km/h), respectivamente. No mês de Novembro, a direção predominante do vento foi de Nor-Nordeste. Houveram 10 dias com precipitação sendo 9 com precipitação acima de 0,4 mm, totalizando 89,4 mm (50% da média).

Em novembro de 2025, quatro frentes frias, além de condições de instabilidade, influenciaram o Sul de Minas Gerais. Inicialmente, a presença de um cavado ocasionou 15,8 mm entre os dias 02 e 03 (Figura 2). Em seguida, uma baixa pressão provocou 9,4 mm em Itajubá no dia 04. A primeira frente fria do mês passou pela região entre os dias 05 e 06, porém sem causar chuva (Figura 3). Na sequência, a segunda frente fria passou por Itajubá no dia 08, gerando um acumulado de 32,8 mm associado a um ciclone extratropical que atuou no Sul do País (Figura 4). Altas temperaturas e instabilidade no dia 13 ocasionaram uma chuva de 15,8 mm. Entre os dias 16 e 17, condições de instabilidade atmosférica resultaram em 7,6 mm. A terceira frente fria passou por Itajubá no dia 18, com um acumulado de 3,4 mm (Figura 5). Por fim, entre os dias 23 e 24, a última frente fria do mês atingiu o Sul de Minas, registrando 3,6 mm (Figura 6). 


Com relação à nebulosidade (Figura 7), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 48%. O dia mais nebuloso foi o dia 08 de Novembro do que se tem registrado.


O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Novembro é mostrado na Figura 8. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 20,58 (dia 02), o maior valor foi 27,99 (dia 04), a média mensal foi 25,24 e a média da hora de ocorrência do maior IET foi de 14h44. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 7 e 8). 


Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 0,99 o que caracteriza um clima subúmido úmido.


Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:


http://meteorologia.unifei.edu.br 


https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/


Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


www.grec.iag.usp.




Figura 1 - Variáveis atmosféricas observadas no mês de Novembro de 2025 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 




Figura 2 - Cavado sobre a região do sul de Minas no dia 02/11/2025 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.


Figura 3 - Frente Fria sobre a região do sul de Minas no dia 06/11/2025 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.



Figura 4 - Frente Fria sobre a região do sul de Minas no dia 08/11/2025 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.



Figura 5 - Frente Fria sobre a região do sul de Minas no dia 18/11/2025 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.




Figura 6 - Frente Fria próxima ao sul de Minas no dia 24/11/2025 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.


Figura 7 - Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de Novembro de 2025.



Figura 8 -  Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de Novembro de 2025.




Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Simões Reboita

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 15 - Número 10

As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Outubro de 2025, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 15,1ºC e 24,4°C (a média foi 20,6ºC, anomalia de -1,3ºC). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 15,1°C e 27°C (anomalias de -1,3ºC e -1,7ºC). A maior temperatura máxima registrada foi 34ºC (dia 07) e a menor temperatura mínima foi 8,9ºC (dia 22). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 69% e 1,50 m/s (5,41 km/h), respectivamente. No mês de Outubro, a direção predominante do vento foi de Nor-Nordeste. Houveram 13 dias com precipitação sendo 11 com precipitação acima de 0,4 mm, totalizando 86,4 mm (59% da média). 

Em outubro de 2025, quatro frentes frias influenciaram o sul de Minas Gerais. Inicialmente, condições de instabilidade ocasionaram 4,8 mm no dia 02. Em seguida, após uma sequência de dias quentes e secos (com a máxima mensal de 34ºC registrada no dia 07), a primeira frente fria avançou pela região no dia 08 (Figura 2), sem causar chuva. Contudo, a instabilidade pós-frontal, somada ao transporte de umidade vindo de uma alta no oceano, resultou em um acumulado de 24,4 mm entre os dias 08 e 10. Na sequência, registrou-se um acumulado de 15,6 mm decorrente do aquecimento pré-frontal entre os dias 12 e 13 e, no dia 14 (Figura 3), a segunda frente fria passou sobre Itajubá. No dia 18, precipitou 6,6 mm devido à atuação de uma baixa pressão e, logo em seguida, a terceira frente fria passou sobre o Sul de Minas no dia 19 (Figura 4). Por fim, a última frente fria do mês, associada a um ciclone extratropical, passou sobre Itajubá no dia 29 (Figura 5), a influência desse sistema somado a instabilidades na região ocasionou um acumulado de 34,2 mm entre os dias 28 e 31.


Com relação à nebulosidade (Figura 6), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 47%. O dia mais nebuloso foi o dia 31 de Outubro do que se tem registrado.


O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Outubro é mostrado na Figura 8. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 17,42 (dia 20), o maior valor foi 27,75 (dia 17), a média mensal foi 23,92 e a média da hora de ocorrência do maior IET foi de 13h13. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 6 e 7). 


Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 1,03 o que caracteriza um clima úmido.


Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:


http://meteorologia.unifei.edu.br 


https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/


Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


www.grec.iag.usp.





Figura 1 - Variáveis atmosféricas observadas no mês de Outubro de 2025 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 




Figura 2 - Frente Fria sobre a região do sul de Minas no dia 08/10/2025 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.



Figura 3 - Frente Fria sobre a região do sul de Minas no dia 14/10/2025 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.




Figura 4 - Frente Fria sobre a região do sul de Minas no dia 19/10/2025 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.




Figura 5 - Frente Fria associada a um ciclone extratropical após passar sobre a região do sul de Minas no dia 29/10/2025 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-19 disponibilizada pelo INPE.



Figura 6 - Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de Outubro de 2025.



Figura 7 -  Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de Outubro de 2025.





Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Simões Reboita

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