segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 14 - Número 07

As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Julho de 2024, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 14,1ºC e 20,2°C (a média foi 17,7ºC, anomalia de +1,6°C). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 11,9°C e 25,1°C (anomalias de +2,4°C e +0,6°C). A maior temperatura máxima registrada foi 28,3ºC (dia 11) e a menor temperatura mínima foi 8,3ºC (dia 21). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 70,3% e 1,11 m/s (4 km/h), respectivamente. No mês de Julho a direção predominante do vento foi de noroeste. Houveram 4 dias com precipitação, sendo 2 dias com precipitação acima de 0,4 mm, totalizando 16,2 mm (73% da média). 


No mês de Julho de 2024, uma frente fria passou e uma frente estacionária se estabeleceu sobre o Sul de Minas Gerais. No primeiro dia do mês, semelhante ao último dia do mês anterior, foi marcado por nebulosidade e chuva com um registro de 8,4 mm, além de temperaturas mais amenas com 11,5ºC de mínima, 15,9ºC de máxima e com a média máxima de insolação diária de 30,1 W.m-2. Ao decorrer do início do mês, predominou a condição de tempo aberto com noites frias e tardes quentes com umidade relativa do ar baixa. Com destaque para 8,6ºC de mínima no dia 02, 38% de umidade relativa do ar mínima no dia 06 e 26,7ºC de máxima no dia 08. Posteriormente, uma frente fria associada a uma baixa pressão no oceano passou por Itajubá (Figura 2), resultando em 7,4 mm de chuva no dia 10. Em seguida, uma atividade pré-frontal caracterizou as maiores temperaturas máximas do mês e também um tempo mais seco com 28,3ºC e 47% no dia 11 e 28,2ºC e 41% no dia 12. Após isso, uma frente estacionária (anteriormente frente fria antes de atingir Itajubá) associada a uma baixa se estabeleceu no Sul de Minas Gerais, porém sem causar precipitação no dia 14 (Figura 3). Por fim, o restante do mês prosseguiu novamente com o tempo seco, com noites frias e tardes quentes. Em destaque para os extremos dos dias 20 e 21, com 17% de umidade relativa do ar (dia 20) e com 8,3ºC sendo a menor temperatura mínima do mês (dia 21).


Com relação à nebulosidade (Figura 4), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 29%. O dia mais nebuloso foi o dia 01 de Julho do que se tem registrado.


O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Julho é mostrado na Figura 5. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 15,65 (dia 01), o maior valor foi 24,87 (dia 11), a média mensal foi 21,61 e a média da hora de ocorrência do maior IET foi de 13h49. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 4 e 5). 


Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 0,3116 o que caracteriza um clima semiárido.


Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:


http://meteorologia.unifei.edu.br 


https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/


Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


www.grec.iag.usp.




Figura 1 Variáveis atmosféricas observadas no mês de Julho de 2024 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 


Figura 2 Frente Fria sob a região do sul de Minas no dia 10/07/2024 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE.


Figura 3 Frente Estacionária estabelecida sob a região do sul de Minas no dia 14/07/2024 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE.




Figura 4 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de Julho de 2024.



Figura 5  Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de Julho de 2024.




Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Simões Reboita

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 14 - Número 06

 As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Junho de 2024, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 14,8ºC e 19,8°C (a média foi 17,6ºC, anomalia de +1,1°C). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 11,4°C e 25,4°C (anomalias de +0,5°C e +1,3°C). A maior temperatura máxima registrada foi 27,4ºC (dia 25) e a menor temperatura mínima foi 8,6ºC (dia 1). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 72,7% e 0,86 m/s (3,12 km/h), respectivamente. No mês de Junho a direção predominante do vento foi de oés-noroeste. Houve apenas 1 dia com precipitação, sendo também com precipitação acima de 0,4 mm, totalizando 1,2 mm (37,3% da média). 

No mês de Junho de 2024, nenhuma frente fria passou sobre o Sul de Minas Gerais. Nos primeiros dias do mês, predominou um tempo mais aberto com temperaturas mínimas mais baixas (8,6ºC no dia 01 e 9,1ºC no dia 02) e isso se deve à atuação de alta pressão sob a região sudeste. Em seguida, houve a presença de uma alta pressão sob o Sul de Minas no dia 07 (Figura 2). Ao longo do mês, continuaram as condições de tempo mais aberto e seco com temperaturas mínimas e umidade relativa do ar mais baixas, destacando 10,9ºC e 36% (dia 12), 10,1ºC e 37% (dia 13) e 9,4ºC e 42% (dia 17). Com isso, no dia 17 novamente se estabeleceu uma alta pressão sob Itajubá (Figura 3). O restante do mês prosseguiu com o tempo seco, marcado por noites frias e tardes mais quentes. Por fim, no último dia do mês houve um registro de 1,2 mm de precipitação, sendo o total do mês e também foi marcado pela redução da temperatura e aumento da nebulosidade.


Com relação à nebulosidade (Figura 4), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 19%. O dia mais nebuloso foi o dia 30 de Junho do que se tem registrado.


O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Junho é mostrado na Figura 5. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 17,83 (dia 30), o maior valor foi 23,94 (dia 26), a média mensal foi 22,13 e a média da hora de ocorrência do maior IET foi de 14h11. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 4 e 5). 


Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 0,243 o que caracteriza um clima semiárido.


Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:


http://meteorologia.unifei.edu.br 


https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/


Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


www.grec.iag.usp.





Figura 1 Variáveis atmosféricas observadas no mês de Junho de 2024 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 


Figura 2 Alta Pressão estabelecida sob a região do sul de Minas no dia 07/06/2024 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE.


Figura 3 Alta Pressão estabelecida sob a região do sul de Minas no dia 17/06/2024 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE.






Figura 4 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de Junho de 2024.





Figura 5  Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de Junho de 2024.




Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Simões Reboita

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 14 - Número 05

As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Maio de 2024, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 14,4ºC e 22,8°C (a média foi 20,1ºC, anomalia de +2,4ºC). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 14,4°C e 27,1°C (anomalias de +2,5ºC e +2,2ºC , respectivamente, em relação aos desvios calculados no Anexo 2). A maior temperatura máxima registrada foi 30,7ºC (nos dias 04 e 05) e a menor temperatura mínima foi 7,4ºC (dia 30). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 74,7% e 0,87 m/s (3,14 km/h), respectivamente. No mês de Maio a direção predominante do vento foi de Noroeste. Houve 3 dias com precipitação, sendo 2 dias com precipitação acima de 0,4 mm, totalizando 38,8 mm (71,85% da média). 

No mês de Maio de 2024, duas frentes frias tiveram influência no sul de Minas Gerais, porém sem causar precipitações. Primeiramente, no início do mês de maio foi observado uma sequência de dias com temperaturas máximas elevadas e registros de umidade relativa do ar baixas, semelhante ao mês anterior de abril e destacando os registros de 30,7ºC e 35% nos dias 04 e 05.  Em sequência, tardes com temperaturas elevadas e noites frias foram identificadas durante a maior parte do mês de maio, devido a alta pressão no continente que deixou o tempo mais limpo e permitindo essa amplitude térmica entre o dia e a noite, como por exemplo no dia 13 com 29,4ºC de máxima e 14,7ºC de mínima. Posteriormente, uma frente fria se aproximou do Sul de Minas entre os dias 24 e 25, gerando nuvens na região, mas não ocasionando precipitação (Figura 2). Posteriormente, após a passagem da primeira frente fria, foi registrado dias chuvosos com um acumulado de 38,6 mm entre os dias 26 e 27 e também diminuiu a temperatura e aumentou a umidade relativa do ar  sendo registrados 18,2ºC de temperatura máxima e 14,7ºC de temperatura mínima em ambos os dias e além de 90,8% e 96,2% de umidade relativa do ar média, respectivamente. Por fim, a segunda e última frente fria do mês atingiu Itajubá entre os dias 28 e 29, mas sem causar chuva (Figura 3). Porém, ocasionou uma queda na temperatura nos dias seguintes com 7,4ºC e 7,8ºC de mínima e 22,2ºC e 23,3ºC de máximas registrados nos dias 30 e 31 respectivamente.


Com relação à nebulosidade (Figura 5), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 31%. O dia mais nebuloso foi o dia 26 de Maio do que se tem registrado.


O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Maio é mostrado na Figura 5. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 16,68 (dia 26), o maior valor foi 26,88 (dia 02), a média mensal foi 24,22 e a média da hora de ocorrência do maior IET foi de 13h48. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 5 e 6). 


Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 0,5553, o que caracteriza um clima sub-úmido seco.


Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:


http://meteorologia.unifei.edu.br 


https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/


Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


www.grec.iag.usp.



Figura 1 Variáveis atmosféricas observadas no mês de Maio de 2024 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 




Figura 2 Frente Fria próxima à região do sul de Minas no dia 25/05/2024 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE.





Figura 3 Frente Fria sobre o sul de Minas no dia 29/05/2024 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE




Figura 4 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de Maio de 2024.



Figura 5  Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de Maio de 2024.



 Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Simões Reboita

terça-feira, 21 de maio de 2024

Nota Especial - Notícia do Padrão Atmosférico de 26/04 - 21/05

 Durante o período de 26 de abril de 2024 até o momento, ocorreram extremos climáticos opostos nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Mais de 400 municípios e 2 milhões de habitantes foram afetados no Rio Grande do Sul pela quantidade anômala de precipitação na região, havendo registros de mais de 800 milímetros no estado, enquanto que no Sudeste, houveram cidades que não experimentaram nenhuma gota de chuva. Mas o que explica isso? Os meses de abril e maio são naturalmente meses de transição do regime chuvoso para o seco na região Sudeste, enquanto que na região Sul, os sistemas frontais começam a ficar mais frequentes, porém, o que se foi observado não condiz com a normalidade. Dias mais quentes e secos contribuíram para um período longo de onda de calor em pleno mês de maio, ao passo que as frentes frias ficaram restritas à região Sul. O que explica então esse padrão? Na atmosfera, existem perturbações que afetam o globo todo, sendo assim, o que ocorre, por exemplo, no oceano Índico se propaga aqui na América. Assim, um trem de ondas de Rossby, ou seja uma perturbação atmosférica, vindo do Oceano Índico causou um padrão de alta pressão atmosférica anomalamente positiva próxima a região Sudeste, enquanto que no sul da América do Sul houve uma baixa pressão atmosférica anomalamente negativa, sendo o Rio Grande do Sul uma faixa de transição propícia para que os sistemas frontais fiquem estacionários. Com isso, as frentes frias foram impedidas de avançar para a região Sudeste devido à persistência do bloqueio atmosférico em médios e altos níveis decorrido desse padrão de grande escala, impedindo a convergência na região e causando tempo seco e gradativamente mais quente. Além disso, o chamado Jatos de Baixos Níveis vindos da Amazônia retroalimentam a situação no RS, advectando ar quente e transportando vapor d’água, sendo “combustíveis” para os Jatos de Altos Níveis que permaneceram sobre o RS e contribuíram para instabilidade e convergência e, consequentemente, os altos volumes de precipitação de forma contínua. Por isso, cidades próximas aos rios estão inundadas, pois o fluxo fluvial foi aumentado de forma inesperada, ou seja fora da normalidade,  e os corpos d’água não comportam tamanho volume hídrico, o que causou uma das maiores calamidades no estado do RS.


 Autores: Natan Chrysostomo de Oliveira Nogueira e Michelle Simões Reboita

sábado, 18 de maio de 2024

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 14 - Número 04

As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Abril de 2024, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 19,5ºC e 24,0°C (a média foi 22,0ºC, anomalia de +1,3°C). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 16,6°C e 28,5°C (anomalias de +1,5°C e +1,0°C, respectivamente). A maior temperatura máxima registrada foi 31,1ºC (no dia 04) e a menor temperatura mínima foi 12,5ºC (dia 23). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 74,8% e 0,99 m/s (3,58 km/h), respectivamente. No mês de Abril a direção predominante do vento foi de Noroeste. Não houveram dias com precipitação significativas durante todo o mês, apenas um registro de 0,2 mm e foi 0,04% da média de precipitação do mês (dia 01). 

No mês de Abril de 2024, duas frentes frias tiveram influência no sul de Minas Gerais, porém sem causar precipitações. Primeiramente, no dia 04 foi registrado a maior temperatura do mês (31,1ºC) e também um registro de baixa umidade (47%). Em sequência, uma frente fria se aproximou do continente no dia 07 mas não provocou chuva em Itajubá (Figura 2). Posteriormente, a segunda e última frente fria do mês passou sobre o Sul de Minas no dia 18 e também não ocasionou acumulados nesse período (Figura 3). Vale ressaltar que o mês de Abril foi prioritariamente marcado por dias com registros de temperaturas máximas elevadas, umidades relativas do ar baixas e nenhum registro de precipitação (com exceção para 0,02 mm no primeiro dia do mês). Os dias em destaques que se referem a estas condições são: 31,1ºC e 47% (dia 04), 30,8ºC e 42% (dia 05), 28,8ºC e 45% (dia 07), 29,8ºC e 46% (dia 10), 26,8ºC e 49% (dia 21), 27,3ºC e 39% (dia 22), 28,7ºC e 35% (dia 23), 29,3ºC e 42% (dia 24), 29,6ºC e 48% (dia 25), 30,2ºC e 49% (dia 29). Outro destaque também foi para a presença de uma alta pressão sobre o Sul de Minas entre os dias 23 e 24 (Figura 4). Por fim, importante mencionar que dentro dos dias destacados houve um período com amplitude térmica maior sendo eles dia 21, dia 22, dia 23 e dia 24. Com mínimas de 14,2ºC, 13,1ºC, 12,5ºC e 13,5ºC, respectivamente.

Com relação à nebulosidade (Figura 5), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 31%. O dia mais nebuloso foi o dia 02 de Abril do que se tem registrado.

O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Abril é mostrado na Figura 5. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 23,08 (dia 18), o maior valor foi 28,47 (dia 04), a média mensal foi 26,09 e a média da hora de ocorrência do maior IET foi de 13h16. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 5 e 6). 


Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 0,0023, o que caracteriza um clima hiperárido.


Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:


http://meteorologia.unifei.edu.br 


https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/


Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


www.grec.iag.usp.b




Figura 1 Variáveis atmosféricas observadas no mês de Abril de 2024 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (ºC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 



Figura 2 Frente Fria próxima ao continente da região do sul de Minas no dia 07/04/2024 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE.


Figura 3 Frente Fria sobre o sul de Minas no dia 18/04/2024 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE


Figura 4 Alta Pressão sob o Sul de Minas no dia 24/04/24 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE.

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Figura 5 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de Abril de 2024.



Figura 6  Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de Abril de 2024.


Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Simões Reboita

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 14 - Número 03

As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Março de 2024, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 19,0ºC e 26,3°C (a média foi 23,2ºC, anomalia de +0,6°C). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 18,9°C e 29,17°C (anomalias de +1,4°C e +0,4°C). A maior temperatura máxima registrada foi 33,3ºC (no dia 16) e a menor temperatura mínima foi 15,1ºC (dia 31). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 80,6% e 0,27 m/s (0,99 km/h), respectivamente. No mês de Março a direção predominante do vento foi de Norte. Houve 16 dias com precipitação, sendo 14 dias com precipitação acima de 0,4 mm, totalizando 194,4 mm (108% da média).
No mês de Março de 2024, três frentes frias tiveram influência no sul de Minas Gerais. Primeiramente, entre os dias 05 e 06 (Figura 2), condições de instabilidade atmosférica intercalando com a umidade e temperatura elevada e posteriormente com a passagem de uma frente fria com trajetória costeira provocou um acumulado de 27,6 mm. Em seguida, ocorreram dias com temperatura máximas elevadas e com valores baixos de umidade com destaque para 31,9ºC e 45% (dia 12), 32,4ºC e 46% (dia 14) e 33,3ºC e 44% (dia 16). Durante os dias 21 e 22 (Figura 3), uma segunda frente fria próxima ao continente ocasionou 18,8 mm. Ao longo dos dias 24 e 28 foi registrado um acumulado de 126,6 mm devido a mais uma passagem de frente fria na região do sul de Minas Gerais. Nos dias 24 e 25, a instabilidade pré-frontal resultou em chuvas de 5 mm e 18,8 mm, respectivamente. Posteriormente, a última frente fria se aproximou de Itajubá no dia 26 (Figura 4) resultando em 47,6 mm nesse dia. Por fim, nos dias 27 e 28, a atuação de um cavado fez precipitar 17,6 mm e 37,6 mm nesses dias. Com relação à nebulosidade (Figura 5), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 46%. O dia mais nebuloso foi o dia 27 de Março do que se tem registrado. O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Março é mostrado na Figura 5. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 20,92 (dia 23), o maior valor foi 30,59 (dia 16), a média mensal foi 27,65 e a média da hora de ocorrência do maior IET foi de 13h03. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 5 e 6). Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 1,8, o que caracteriza um clima úmido. Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites: http://meteorologia.unifei.edu.br https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/ Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página: www.grec.iag.usp.b

Figura 1 Variáveis atmosféricas observadas no mês de março de 2024 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura.
Figura 2 Frente Fria próxima ao continente e influenciando as condições atmosféricas da região do sul de Minas no dia 06/03/2024 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE.

Figura 3 Frente Fria próxima ao continente e influenciando as condições atmosféricas da região do sul de Minas no dia 22/03/2024 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE.

Figura 4 Frente Fria sobre o sul de Minas no dia 26/03/2024 às 1200Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE.

Figura 5 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de março de 2024.

Figura 6 Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de março de 2024.


Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Simões Reboita

quarta-feira, 27 de março de 2024

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 14 - Número 02


As condições atmosféricas em Itajubá no mês de fevereiro de 2024, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 19,8ºC e 25,2°C (a média foi 23,0ºC, anomalia de +0,1°C). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 18,7°C e 29,4°C (anomalias de +0,5°C e -0,1°C). A maior temperatura máxima registrada foi 31,7ºC (nos dias 09, 10, 25 e 26), e a menor temperatura mínima foi 15,6ºC (dia 01). As médias mensais de umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 81% e 0,25 m/s (0,90 km/h), respectivamente. No mês de fevereiro a direção predominante do vento foi de Noroeste. Houve 19 dias com precipitação, sendo 17 dias com precipitação acima de 0,4 mm, totalizando 160,6 mm (80% da média).


No mês de fevereiro de 2024, apenas uma frente fria teve influência no sul de Minas Gerais. Primeiramente, nos dias 02 e 03, instabilidade atmosférica somada à umidade elevada resultou em um acumulado de 32,2 mm nesse período. Entre os dias 8 e 12, novamente, as altas temperaturas e alta umidade intercalando tempo mais seco provocaram chuva de 70,2 mm nesse período. Após isso, uma frente fria com trajetória costeira no dia 15 (Figura 2) precipitou 22,2 mm em Itajubá. Mais uma vez, nos dias 28 e 29 por conta de temperatura e umidade elevadas, resultou-se em uma precipitação de 15,6 mm. Por fim, um evento incomum ocorreu no mês de fevereiro, uma depressão subtropical se formou próximo ao litoral sudeste do Brasil no dia 16 e passou a se tornar uma tempestade tropical no dia 18 próximo à costa de Santa Catarina (Figura 3). Este ciclone foi nomeado Akará e apresentou uma trajetória atípica que não interferiu diretamente no continente. O sistema foi enfraquecendo desde então e no dia 20 passou para a categoria de depressão tropical e, no dia 22, o sistema já tinha se desfeito completamente. 


Com relação à nebulosidade (Figura 4), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 50%. O dia mais nebuloso foi o dia 02 de fevereiro do que se tem registrado.


O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de fevereiro é mostrado na Figura 5. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 22,2 (dia 02), o maior valor foi 30,8 (dia 29), a média mensal foi 28,0 e a média da hora de ocorrência do maior IET 13h19. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 16:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 4 e 5). 


Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04)) foi igual a 1,6, o que caracteriza um clima úmido.


Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:


http://meteorologia.unifei.edu.br 


https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IITAJUB5/


Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


www.grec.iag.usp.b



Figura 1 Variáveis atmosféricas observadas no mês de fevereiro de 2024 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 


Figura 2 Frente Fria próxima ao continente e influenciando as condições atmosféricas da região do sul de Minas no dia 15/02/2024 às 0000Z. No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE.




Figura 3 Tempestade Tropical “Akará” próximo ao litoral de Santa Catarina no dia 19/02/2024 às 0000Z . No lado esquerdo tem-se a carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil e no lado direito a imagem do satélite do canal 16 do satélite GOES-16 disponibilizada pelo INPE.




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Figura 4 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de fevereiro de 2024.



Figura 5  Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de fevereiro de 2024.



Autores: Thiago Pamponete Lopes e Michelle Simões Reboita.

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