segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Boletim Meteorológico -Julho 2012


As informações de temperatura e precipitação apresentadas nesse informativo foram baseadas nos dados registrados a cada três horas na estação automática pertencente ao INPE/IGAM localizada no campus da UNIFEI em Itajubá.

A Figura 1 mostra a temperatura do ar média diária, as temperaturas mínima e máxima e o total diário de precipitação no mês de julho. A temperatura do ar média oscilou entre 10,7º C e 18,8º C (a média foi 15,4º C). A maior temperatura máxima registrada foi 29,5º C (dias 23, 24, 28 e 29) e a menor temperatura mínima foi 5,5º C (dias 10 e 18). Em cinco dias do mês ocorreu precipitação, contabilizando um total de 33,5 mm.

A primeira ocorrência de precipitação no mês (dia 08) foi devido à influência de uma frente fria semi-estacionáriana região sul de Minas Gerais (Figura 2). Um sistema frontal também foi o responsável por precipitação no dia 12/07. Mesmo não estando sobre o sul de Minas Gerais, favoreceu a chuva por induzir convergência dos ventos sobre essa região e estado de São Paulo (Figura 3b). O último período com chuvas no mês se estendeu entre os dias 16 e 18. Neste, a formação de uma área de baixa pressão na costa sudeste do Brasil, que evoluiu para um ciclone no dia 18, favoreceu a canalização do ar para tal região contribuindo para a chuva (Figura 4).

 Os leitores que tiverem interesse em saber o número e trajetórias dos ciclones no Atlântico Sul no mês em análise podem se dirigir ao sítio www.grec.iag.usp.br.





Figura 1 Variáveis atmosféricas medidas no mês dejulhode 2012 na estação meteorológica automática do INPE/IGAM localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho),temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) e b) totais diários de precipitação (mm).





Figura 2 Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 08/07/2012 às 18 Z (15 horas local)mostrando uma frente fria semi-estacionária (linha com cor vermelha e azul alternadas) sobre o sul de Minas Gerais.Fonte: INPE/CPTEC/GPT.


Figura 3 a) Análise sinótica no nível médio do mar e b) no nível de 850 hPa no dia 12/07/12 às 12 Z (9 horas local) mostrando uma frente fria próxima ao sul de Minas Gerais (a) e o escoamento atmosférico convergindo (setas laranjas) sobre o sudeste do Brasil.Fonte: INPE/CPTEC/GPT.





Figura 4 a) Análise sinótica no nível médio do mar e b) no nível de 850 hPa no dia 17/07/12 às 18 Z (15 horas local) mostrando a formação de uma área de baixa pressão atmosférica na costa da região sudeste do Brasil (linha amarela ondulada próxima da costa de São Paulo e Minas Gerais na figura a).Fonte: INPE/CPTEC/GPT.







Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 21 – mês de referência: Julho/2012 
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Colaboração: Prof. Arcilan Trevenzoli Assireu
       
                      Isabella Fortes Guimarães
                      Carolina Daniel Gouveia 
                      Técnica:Tatiana Amaro





quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Boletim Meteorológico -Junho 2012


As informações de temperatura e precipitação apresentadas nesse informativo foram baseadas nos dados registrados na estação automática pertencente ao INPE/IGAM. Os dados medidos são registrados a cada três horas.

A Figura 1 mostra a temperatura do ar média diária, as temperaturas mínima e máxima e o total diário de precipitação no mês de junho. A temperatura do ar média oscilou entre 12,2º C e 18,7º C (a média foi 16,8º C). A maior temperatura máxima registrada foi 28,5º C (dias 01, 04 e 05) e a menor temperatura mínima foi 7º C (dia 20). Ressalta-se que no dia 21 de junho a temperatura mínima registrada foi 15º C, que é maior do que o dobro da mínima do dia 20. No dia 22 a temperatura mínima ainda manteve-se alta. Provavelmente, ocorreu algum problema de superestimação no registro das mínimas nos dias 21 e 22, já que esses dias sucedem ao da passagem de uma frente fria.

Em onze dias do mês ocorreu precipitação, contabilizando um total de 105,5 mm, que é um valor elevado para um mês de inverno quando se esperam valores de cerca de 20 mm/mês na região. Duas frentes frias semi-estacionárias na região sudeste do Brasil contribuíram para o elevado total de precipitação em junho, como será mostrado.

O baixo total de precipitação registrado no dia 1º de junho foi decorrente da passagem de uma frente fria. A chuva ocorrida entre os dias 05 a 08 de junho também foi devida à passagem de frente fria (Figura 2). Esse sistema se manteve semi-estacionário no norte do estado de São Paulo e favoreceu a convergência dos ventos sobre o sul de Minas Gerais, o que propiciou a formação de nuvens e chuva.

No dia 11 de junho a formação de uma área de baixa pressão sobre o oceano próxima da costa sudeste do Brasil ajudou a canalizar os ventos do continente em direção ao oceano (Figura 3). Esse escoamento sobre o sul de Minas Gerais contribuiu para a precipitação.

O último período (19 a 22) com chuvas no mês foi decorrente da passagem de uma frente fria. Esse sistema se manteve semi-estacionário sobre o centro-norte do estado de São Paulo e favoreceu o escoamento do vento do continente em direção ao oceano. O encontro dos ventos sobre o sul de Minas Gerais favoreceu a chuva.

 Os leitores que tiverem interesse em saber o número e trajetórias dos ciclones no Atlântico Sul no mês em análise podem se dirigir ao sítio www.grec.iag.usp.br.






Figura 1 Variáveis atmosféricas medidas no mês de junho de 2012 na estação meteorológica automática do INPE/IGAM localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) e b) totais diários de precipitação (mm).


Figura 2 a) Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 05/06/2012 às 12 Z (09 horas local) mostrando uma frente fria semi-estacionária sobre o estado de São Paulo e b) análise sinótica no nível de 850 hPa mostrando o escoamento atmosférico convergindo (setas laranjas) sobre o norte de São Paulo e sul de Minas Gerais. Fonte: Fonte: INPE/CPTEC/GPT.







Figura 3 a) Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 11/06/2012 às 12 Z (09 horas local) mostrando uma região de baixa pressão sobre o oceano próxima da região sudeste do Brasil (indicada pela letra B) e b) análise sinótica no nível de 850 hPa mostrando o escoamento atmosférico convergindo (setas laranjas) sobre o norte de São Paulo e sul de Minas Gerais. Fonte: Fonte: INPE/CPTEC/GPT.









Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 20 – mês de referência: Junho/2012 
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Colaboração: Prof. Arcilan Trevenzoli Assireu
       
                      Isabella Fortes Guimarães
                      Carolina Daniel Gouveia 
                      Técnica:Tatiana Amaro










quinta-feira, 14 de junho de 2012

Boletim Meteorológico -Maio 2012



Desde o mês de abril de 2012 a estação meteorológica da UNIFEI está em manutenção. Assim, as informações de temperatura e precipitação apresentadas nesse informativo foram baseadas nos dados registrados na estação automática pertencente ao INPE/IGAM, que está instalada ao lado da estação da UNIFEI.

A Figura 1 mostra a média diária da temperatura máxima, mínima e média e o total diário de precipitação no mês de maio. A temperatura do ar média oscilou entre 13,6º C e 21,1º C (a média foi 16,7º C). A maior temperatura máxima registrada foi 28,5º C (dia 31) e a menor temperatura mínima foi 6,5º C (dias 02 e 03). Em cinco dias do mês ocorreu precipitação, contabilizando um total de 23,2 mm, que foi cerca de 85% inferior ao total registrado em abril.

No mês de maio, duas frentes frias atuaram no sul de Minas Gerais: uma no dia 1º e outra no dia 14. A primeira frente fria, na verdade, foi um sistema que chegou ao sul do estado no último dia de abril e se manteve estacionário na região. A frente fria do dia 14 (Figura 2) foi responsável por mais da metade do total de precipitação ocorrido em maio(Figura 1b). Após a passagem da frente pelo sul de Minas Gerais,as temperaturas mínimas e médias diminuíram (Figura 1a).

O segundo período (dias 25 a 27) com chuvas no mês esteve associado à formação de uma região de baixa pressão entre a costa da região sul e sudeste do Brasil. Como o escoamento atmosférico foi induzido para a região da baixa pressão, acabou gerando uma zona de convergência de umidade entre o norte de São Paulo e o sul de Minas Gerais, o que contribui para a chuva (Figura 3).

 Os leitores que tiverem interesse em saber o número e trajetórias dos ciclones no Atlântico Sul no mês em análise podem se dirigir ao sítio www.grec.iag.usp.br.













Figura 1Variáveis atmosféricas medidas no mês demaio de 2012 na estação meteorológica automática do INPE/IGAM localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (verde) e média diária da temperatura do ar (azul) e b) totais diários de precipitação (mm).


Figura 2 Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 14/05/2012 às 00 Z (21 horas local do dia anterior) e às 06 Z (03 horas local) mostrando uma frente fria sobre o sul de Minas Gerais.Fonte: INPE/CPTEC/GPT.



Figura 3 Análise sinótica no nível de 850 hPa no dia 26/05/2012 às 12 Z (09 horas local) mostrando o escoamento atmosférico convergindo (setas laranjas) sobre o sul de Minas Gerais.Fonte: INPE/CPTEC/GPT.







ANEXO:

Aluno da Graduação em Ciências Atmosféricas da UNIFEI embarca em expedição científica a bordo de navio da Marinha do Brasil.
No dia 11 de junho, tendo em vista atender o projeto científico ACEx/CNPq, o navio da Marinha do Brasil Cruzeiro do Sul (Figura 1) partiu do porto de Itajaí. Além dos 32 tripulantes, viajam 16 pesquisadores de diversas universidades e instituições, dentre elas USP, INPE, FURG, UFSM, UFRJ e UFPR. A UNIFEI está representada pelo aluno do terceiro ano em Ciências Atmosféricas Rafael dos Reis Pereira. O aluno, que é orientado de Iniciação Científica do Prof. Arcilan T. Assireu compõe um seleto grupo de pesquisadores que estarão, durante 17 dias, estudando, através de sofisticada instrumentação, os fluxos de momento, calor e gás entre oceano e atmosfera.
O projeto ACEx(AtlanticOceanCarbonExperiment): Estudo observacional e numérico dos fluxos de calor, momento e CO2 na interface oceano-atmosfera do Atlântico Sul visa estudar, por meio de observações e modelos numéricos, as interações entre o oceano e a atmosfera em micro e meso-escalas na região do Atlântico Sul e Austral, visando entender as trocas que ocorrem na interface oceano-atmosfera por meios de fluxos de momento, calor e CO2. O projeto conduzirá estudos multidisciplinares que abordarão alguns aspectos desta importante região oceânica do hemisfério sul, tais como as trocas de gases de efeito estufa (GEE) entre o oceano e a atmosfera na região de estudo, os níveis de concentração do CO2 na atmosfera e de outros constituintes relevantes ao clima do Planeta Terra.Também,aspectos da instabilidade da camada limite atmosférica que influenciam diretamente no comportamento dos fluxos na interface ar-mar estarão sendo investigados. Para tal, serão estudadas regiões que apresentam um intenso contraste térmico oceânico, tais como a região geográfica do Oceano Atlântico Sudoeste, incluindo a zona costeira do sul do Brasil e a confluência Brasil-Malvinas e a atmosfera adjacente.
Um método e equipamento desenvolvidos pelo Prof. Arcilan Assireu com colaboração dos Profs. Alexandre Barbosa e Rodrigo Rodrigues,cuja patente já foi requerida, foi embarcado e estará sendo utilizado nas etapas de parametrização do coeficiente de troca gasosa a partir do estado do mar.O equipamento consiste de um sistema estabilizador para tomadas de cenas em plataformas de baixa estabilidade (Figura 2).


Figura 1 – Navio de Apoio Oceanográfico Cruzeiro do Sul (H-38).

Figura 2 – Sistema de imageamento em plataformas de baixa estabilidade.







Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 19 – mês de referência: Maio/2012 
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Colaboração: Prof. Arcilan Trevenzoli Assireu
       
                      Isabella Fortes Guimarães
                      Carolina Daniel Gouveia 
                      Técnica:Tatiana Amaro










quinta-feira, 10 de maio de 2012

Boletim Meteorológico -Abril 2012


No mês de abril de 2012 a estação meteorológica da UNIFEI foi desativada para manutenção. Assim, as informações de temperatura e precipitação apresentadas nesse informativo foram baseadas nos dados registrados na estação automática pertencente ao INPE/IGAM, que está instalada ao lado da estação da UNIFEI.

A Figura 1 mostra a média diária da temperatura máxima, mínima e média e o total diário de precipitação no mês de abril. A temperatura do ar média oscilou entre 17,1º C e 22,7º C (a média foi 20,7º C). A maior temperatura máxima registrada foi 31,5º C (dias 5, 6, 8 e 9) e a menor temperatura mínima foi 12º C (dias 25 e 26). Em 12 dias do mês ocorreu precipitação, contabilizando um total de 160,5 mm.

Entre os dias 06 e 08 de abril a precipitação foi proporcionada por um cavado no campo da pressão atmosférica (baixa pressão) entre a costa sudeste do Brasil e o oceano Atlântico (Figura 2), que favoreceu a convergência de umidade sobre o centro-sul do sudeste do Brasil e, consequentemente, a precipitação. Já, entre os dias 15 e 16, a formação de um ciclone no oceano Atlântico induziu a convergência de umidade para a região sudeste (Figura 3a) favorecendo a formação de nuvens e precipitação. Este ciclone originou uma frente fria que, segundo a análise do INPE/CPTEC/GPT, chegou ao sul de Minas Gerais no dia 16 de abril (Figura 3b).



No dia 21 de abril, a presença de uma área de baixa pressão sobre São Paulo e o sul de Minas Gerais promoveu a convergência de ventos para tal região que forneceram os “ingredientes” necessários para a precipitação (Figura 4a). Nos dois dias seguintes, uma frente fria que se aproximava do sul de Minas Gerais induziu o escoamento atmosférico em sua direção, promovendo convergência dos ventos e também a precipitação.

 No dia 26, a formação de um ciclone no oceano Atlântico, próximo à costa do sudeste do Brasil (Figura 5a), foi o responsável por canalizar o escoamento atmosférico do interior do Brasil para sua região. Com isso, ocorreu convergência de umidade sobre o sul de Minas Gerais favorecendo a precipitação. Com a intensificação do ciclone surgiram as frentes fria e quente. A frente fria no dia 27 atuou próximo ao sul de Minas Gerais (Figura 5b) favorecendo a chuva. O último período chuvoso do mês foi formado pelos dias 29 e 30 e a precipitação, novamente, foi decorrente de uma passagem frontal que no dia 30 possuía característica estacionária (Figura 6).

 Os leitores que tiverem interesse em saber o número e trajetórias dos ciclones no Atlântico Sul no mês em análise podem se dirigir ao sítio www.grec.iag.usp.br.





Figura 1 Variáveis atmosféricas medidas no mês de abril de 2012 na estação meteorológica automática do INPE/IGAM localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) e b) totais diários de precipitação (mm).



Figura 2 Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 06/04/2012 às 06 Z (03 horas local) mostrando um cavado (linhas amarelas) próximo à costa sudeste do Brasil. Fonte: INPE/CPTEC/GPT


Figura 3 a) Análise sinótica no nível de 850 hPa no dia 15/04/2012 às 12 Z (09 horas local) mostrando o escoamento atmosférico convergindo (setas laranjas) sobre o sul de Minas Gerais. b) Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 16/04/2012 às 06 Z (03 horas local) mostrando uma frente na divisa do estado de Minas Gerais com o estado de São Paulo. Nessa figura a frente encontra-se estacionária (representada por triângulo azul intercalado por semicírculo vermelho). Fonte: INPE/CPTEC/GPT.


Figura 4 a) Análise sinótica no nível de 850 hPa no dia 31/04/2012 às 12 Z (09 horas local) mostrando o escoamento atmosférico convergindo (setas laranjas) sobre o extremo sul de Minas Gerais. b) Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 23/04/2012 às 06 Z (03 horas local) mostrando uma frente na divisa do estado de Minas Gerais com o estado de São Paulo. Nessa figura a frente encontra-se estacionária (representada por triângulo azul intercalado por semicírculo vermelho). Fonte: INPE/CPTEC/GPT.



Figura 5 a) Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 26/04/2012 às 18 Z (15 horas local) mostrando um ciclone (indicado pela letra B) próximo à costa sudeste do Brasil. b) Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 27/04/2012 às 12 Z (09 horas local) apresentando uma frente estacionária próximo ao sul de Minas Gerais. Nota-se que a frente fria formada a partir do ciclone se conecta com a frente fria presente no interior do continente (figura a esquerda). Fonte: INPE/CPTEC/GPT.



Figura 6 Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 30/04/2012 às 12 Z (09 horas local) mostrando uma frente estacionária (representada por triângulo azul intercalado por semicírculo vermelho) no extremo sul de Minas Gerais. Fonte: INPE/CPTEC/GPT.




Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 18 – mês de referência: Abril/2012 
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Colaboração: Prof. Arcilan Trevenzoli Assireu
       
                      Isabella Fortes Guimarães
                      Carolina Daniel Gouveia 
                      Técnica:Tatiana Amaro







quarta-feira, 18 de abril de 2012

Boletim Meteorológico -Março 2012


As condições atmosféricas em Itajubá no mês de março de 2012, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, por problemas técnicos, não foram registrados dados nos dias 26 e 27. Em março, a temperatura do ar média oscilou entre 17,7º C e 24,8º C (a média foi 22,0º C). A maior temperatura máxima registrada foi 32,7º C (dias 1 e 2) e a menor temperatura mínima foi 13,4º C (dia 19). As médias mensais da umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 77,2% e 0,5 m/s (1,77 km/h), respectivamente. Já a direção predominante do vento foi a norte. Em 13 dias do mês ocorreu precipitação, contabilizando um total de 107,25 mm. Destaca-se que para a precipitação utilizou-se dados da estação automática do INPE/IGAM que se localiza no mesmo cercado meteorológico da que fornece os dados utilizados neste boletim.

Nos dias 03 e 04 de março a precipitação esteve associada ao transporte de umidade do oceano Atlântico para o sudeste do Brasil (Figura 2). Já nos dias 10 e 11 de março, o encontro dos ventos provenientes do oceano Atlântico com os do interior do continente sobre o sul de Minas Gerais (MG) foi o fator responsável pela precipitação (Figura 2). No dia 13 de março, a chuva foi decorrente do encontro de ventos oriundo do interior do continente sobre o sul de MG (Figura 3).

           Nos dias 15 e 16 de março, a passagem de uma frente fria próxima à região sudeste induziu o escoamento atmosférico em direção ao oceano.



Assim, novamente, ventos do interior do continente contribuíram para a chuva no sul de MG.

Entre os dias 22 e 24 de março a chuva ocorreu devido à formação de uma área de baixa pressão no oceano próximo à costa do sudeste do Brasil e a uma Zona de Convergência de Umidade (ZCOU). No dia 22, a formação da região de menor pressão no oceano induziu o escoamento atmosférico a se dirigir do interior do continente para o oceano passando sobre o sul de MG (Figura 4). No dia 24 esse escoamento configurou uma ZCOU (Figura 5).

Nos dias 27 e 28 de março a precipitação foi decorrente da aproximação de uma frente fria (Figura 6). Já no dia 30 de março, novamente, o transporte de umidade do oceano Atlântico para o continente foi o fator que contribuiu para a precipitação.

A Figura 7 mostra o percentual de nebulosidade associado a cada dia do mês. Em média, a cada dia do mês, cerca de 43% da abóboda celeste esteve coberta por nuvens. Destaca-se que o período com maior cobertura de nuvens foi de 22 a 24 de março, quando se configurou a ZCOU sobre o estado.

Os leitores que tiverem interesse em saber o número e trajetórias de ciclones no Atlântico Sul no mês em análise podem se dirigir ao sítio www.grec.iag.usp.br. 





Figura 1 Variáveis atmosféricas medidas no mês de março de 2012 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. OBS: O gráfico da precipitação em março foi construído com base nos dados registrados na estação INPE/IGAN também localizada dentro da UNIFEI.




Figura 2 Análise sinótica no nível de 850 hPa no dia 04/03/2012 às 12 Z (9 horas local). As linhas laranjas mostram a direção do vento. Fonte: INPE/CPTEC/GPT.




Figura 3 Análise sinótica no nível de 850 hPa no dia 11/03/2012 às 18 Z (15 horas local). As linhas laranjas mostram a direção do vento. Fonte: INPE/CPTEC/GPT.








Figura 4 Análise sinótica no nível de 850 hPa no dia 13/03/2012 às 18 Z (15 horas local). As linhas laranjas mostram a direção do vento. Fonte: INPE/CPTEC/GPT.




Figura 5 a) Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 22/03/2012 às 18 Z (15 horas local) mostrando uma região de baixa pressão próxima à costa sudeste do Brasil (indicada pela letra b) e b) análise sinótica no nível de 850 hPa mostrando o escoamento atmosférico do interior do continente para o oceano (setas laranjas). Fonte: INPE/CPTEC/GPT.






Figura 6 Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 24/03/2012 às 12 Z (9 horas local) mostrando uma Zona de Convergência de Umidade (ZCOU) sobre o continente (linhas verdes sobre o continente no sentido noroeste-sudeste). Fonte: INPE/CPTEC/GPT.




Figura 7 Análise sinótica ao nível médio do mar no dia 28/03/2012 às 18 Z (15 horas local) mostrando uma frente fria sobre o extremo sul de Minas Gerais (linha azul com triângulos). Fonte: INPE/CPTEC/GPT.




Figura 8 Simulação numérica da cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá em março de 2012.














Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 17 – mês de referência: Março/2012 
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Colaboração: Prof. Arcilan Trevenzoli Assireu
       
                     Thomas de Lucas Magalhaes Rosa e Silva 
                     Isabella Fortes Guimarães
                     Carolina Daniel Gouveia Coordenação: Prof. Marcelo de Paula Corrêa

terça-feira, 3 de abril de 2012

Boletim Meteorológico - Fevereiro 2012

As condições atmosféricas em Itajubá no mês de fevereiro de 2012, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura do ar média oscilou entre 20,1º C e 25,3º C (a média foi 23,1º C). A maior temperatura máxima registrada foi 32,8º C (dias 7 e 8) e a menor temperatura mínima foi 14,9º C (dia 5). As médias mensais da umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 76,7% e 0,42 m/s (1,5 km/h), respectivamente. Já a direção predominante do vento foi a norte. Em 10 dias do mês ocorreu precipitação, contabilizando um total de 77,5 mm. 



Figura 1 Variáveis atmosféricas medidas no mês de fevereiro de 2012 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. OBS: O gráfico da precipitação em fevereiro foi construído com base nos dados registrados na estação INPE/IGAN também localizada dentro da UNIFEI.




A precipitação foi registrada em três períodos: 01 a 02, 09 a 13 e 22 a 24 de fevereiro. No primeiro período, o aquecimento local e o transporte de umidade para a região sudeste por ventos provenientes do oceano Atlântico (Figura 2) contribuíram para a chuva.

Figura 2 Análise sinótica no nível de 850 hPa no dia 01/02/2012 às 12 Z (9 horas local). As linhas laranjas mostram a direção do vento. Fonte: GPT/CPTEC/INPE.




Já no segundo período, a chuva também foi favorecida pelo transporte de umidade proveniente do interior do continente (Figura 3a) e, devido a isso, ocorreu a formação de uma Zona de Convergência de Umidade (ZCOU, Figura 3b).


Figura 3 a) Análise sinótica no nível de 850 hPa e b) ao nível médio do mar no dia 13/02/2012 às 00 Z (21 horas local do dia 12/02/2012). Em (a) é mostrada a direção do vento através das linhas laranjas e em (b) a localização da Zona de Convergência de Umidade (ZCOU). Fonte: GPT/CPTEC/INPE.





Estes fatores também foram responsáveis pela chuva no terceiro período (Figura 4).
Figura 4 Análise sinótica no nível de 850 hPa no dia 22/02/2012 às 12 Z (9 horas local). As linhas laranjas mostram a direção do vento. Fonte: GPT/CPTEC/INPE.




A Figura 5 mostra o percentual de nebulosidade associado a cada dia do mês. Em média, a cada dia do mês, cerca de 44% da abóboda celeste esteve coberta por nuvens. Destaca-se que os dias com maior cobertura de nuvens ocorreram entre 11 a 13 de fevereiro, que corresponde ao período mais chuvoso do mês.

Figura 5 Simulação numérica da cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá em fevereiro de 2012.




Os leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul, dirijam-se ao sítio www.grec.iag.usp.br.  
 
 






Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 17 – mês de referência: Fevereiro/2012
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Colaboração: Prof. Arcilan Trevenzoli Assireu
       
                     Thomas de Lucas Magalhaes Rosa e Silva
Coordenação: Prof. Marcelo de Paula Corrêa

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