sexta-feira, 31 de maio de 2019

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 09 - Número 04


As condições atmosféricas em Itajubá no mês de abril de 2019, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 18,9ºC e 23,4°C (a média foi 21,6ºC). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 16,3°C e 28,4°C (desvios de +1,0 e +0,8°C, respectivamente). A maior temperatura máxima registrada foi 31,3ºC (dia 4) e a menor temperatura mínima foi 12,9ºC (dia 20). As médias mensais da umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 80,2% e 0,32 m/s (1,15 km/h), respectivamente. No mês de abril, a direção predominante do vento foi a Nordeste. Houve 19 dias com precipitação, totalizando 132,4 mm (255,1% da média).

No mês de abril de 2019 aturaram 2 sistemas frontais. Entre os dias 5 e 8 de abril choveu 57,2 mm devido à atuação de convecção. No dia 8, a aproximação de uma frente fria, que ficou estacionária sobre São Paulo (Figura 2a), favoreceu o maior acumulado do período: 27,8 mm. O sistema também causou aumento na nebulosidade e queda na temperatura máxima. A frente avançou pelo litoral do Rio de Janeiro e em seguida houve atuação de alta pós-frontal, com queda nas temperaturas mínimas (14,6°C no dia 10). Do dia 8 ao dia 11, atuou sobre Minas Gerais a Zona de Convergência de Umidade (Figura 2b). Nos dias 14 e 15, atuou uma alta pressão sobre o oceano e ao largo da região Sudeste, com um cavado em médios níveis, o que favoreceu a ocorrência de chuvas mais volumosas (38,0 mm dia 14) e densa nebulosidade. Um sistema de baixa pressão se formou em alto mar nos dias 18 e 19, advectando ar seco e mais frio, o que causou queda nas temperaturas e umidade mais baixa (12,9°C no dia 20). A chuva de 17,8 mm ocorrida no dia 28 aconteceu devido a atuação de áreas de instabilidade provocadas pela aproximação de uma frente fria, que passou pelo sul de Minas Gerais no dia 29 (Figura 2c). Em seguida, nova alta pós-frontal deixou o tempo mais estável e a temperatura caiu (14,0°C no dia 30).

Com relação à nebulosidade (Figura 3), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 37%. Os dias mais nebulosos foram 08 e 14 de abril.

O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de abril é mostrado na Figura 4. Detalhes sobre o IET são fornecidos no volume 2 (11) deste boletim. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 21,2 (dia 14), o maior valor foi 29,3 (dia 6), a média mensal foi 26,2, e a média da hora de ocorrência do maior IET 13h15. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas entre as 12:00 às 15:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 3 e 4).

Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04) deste boletim), foi igual a 1,61, o que caracteriza um clima úmido.

Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:

www.cepremg.unifei.edu.br

http://api.wunderground.com/personal-weather-station/dashboard?ID=IITAJUB5



Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:

www.grec.iag.usp.br

Figura 1 Variáveis atmosféricas observadas no mês de abril de 2019 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 

Figura 2 (a) Frente estacionária atuando desde o sul da Amazônia até o estado de São Paulo (08/04 12Z); (b) ZCOU entre o Amazonas e a região Sudeste (09/04 18Z); (c) Sistema frontal entre São Paulo e o oceano Atlântico, com ramo frio atingindo o sul de Minas Gerais (29/04 06Z). Fonte: GPT-CPTEC-INPE.

Figura 3 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de abril de 2019.

Figura 4 Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de abril de 2019.  
Autores: Vinícius Henrique Lucyrio de Lima e Michelle Simões Reboita. 

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei - Volume 09 - Número 03

As condições atmosféricas em Itajubá no mês de março de 2019, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura média do ar oscilou entre 20,1ºC e 24,9°C (a média foi 22,3ºC). As médias de temperaturas mínimas e máximas foram, respectivamente, 17,1°C e 28,9°C (desvios de -0,3 e +0,2°C, respectivamente). A maior temperatura máxima registrada foi 32,9ºC (dias 8 e 9) e a menor temperatura mínima foi 14,6ºC (dia 30). As médias mensais da umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 80,2% e 0,40 m/s (1,44 km/h), respectivamente. No mês de março a direção predominante do vento foi a Nordeste. Houve 22 dias com precipitação, totalizando 259,4 mm (141,8% da média). Os desvios calculados aqui provêm das médias da estação desde abril de 2010 (Anexo 2).

No mês de março de 2019 aturaram 3 sistemas frontais. Entre os dias 1 e 3, uma ZCAS influenciou no tempo do sul de Minas Gerais (Figura 2a), em que muita nebulosidade e acumulados expressivos de precipitação provocaram quedas na temperatura; no dia 1, choveu 58,6 mm e no dia 3 foram 67,0 mm na estação meteorológica da UNIFEI. Entre 6 e 10 de março, a temperatura se elevou devido ao predomínio de circulação anticiclônica, o que favoreceu maior período de insolação e inibição na formação de chuvas convectivas. No dia 11, uma frente fria atuou no litoral do Sudeste (Figura 2b), e provocou indiretamente chuva forte e queda na temperatura (28,2 mm dia 11). Até o dia 18, as temperaturas permaneceram dentro do normal, e as chuvas foram provocadas por convecção local, com destaque para os 40,0 mm registrados dia 17. Outra frente fria passou pelo sul de MG entre os dias 21 e 22 (Figura 2c), sem provocar muita chuva, mas com queda nas temperaturas e aumento da nebulosidade. O maior destaque de março foi, sem dúvidas, a tempestade ciclônica Iba, que atuou no Atlântico próximo ao litoral sul da Bahia e Espírito Santo entre os dias 23 e 28 (Figura 5). A terceira frente fria atuou sobre o litoral de São Paulo e Rio de Janeiro entre os dias 27 e 28 (Figura 2d), com atuação de alta pós-frontal até dia 31 (mínima de 14,6°C no dia 30).

Com relação à nebulosidade (Figura 3), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 47%. Os dias mais nebulosos foram 01, 02 e 22 de março.

O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de março é mostrado na Figura 4. Detalhes sobre o IET são fornecidos no volume 2 (11) deste boletim. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 21,7 (dia 22), o maior valor foi 30,0 (dia 9), a média mensal foi 27,1, e a média da hora de ocorrência do maior IET 13h31. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:00 às 15:00 horas. É válido ressaltar que o IET decresce quando há alta cobertura de nuvens e temperaturas mais baixas e aumenta quando há condições atmosféricas opostas (Figuras 3 e 4). 

Com relação ao índice de aridez (IA; detalhes sobre esse índice são apresentados no volume 3 (04) deste boletim), foi igual a 2,66, o que caracteriza um clima úmido.

Para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá, esse boletim deixa como sugestão o acesso aos sites:



Aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país, sugerimos o acesso à página:


Figura 1 Variáveis atmosféricas observadas no mês de março de 2019 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (°C) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 

Figura 2 (a) ZCAS atuando entre o sul da Amazônia e o Atlântico sul, passando pelo Sudeste (02/03 – 18Z); (b) frente fria sobre o oceano, atuando no litoral de SP e RJ (11/03 – 06Z); (c) frente fria passando por SP e sul de MG, com alta pós-frontal (21/03 – 18Z); (d) frente fria próxima ao litoral do Sudeste, com alta pós-frontal e a Depressão Tropical Iba ao norte (28/03 – 00Z). Fonte: GPT-CPTEC-INPE.

Figura 3 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de março de 2019.

Figura 4 Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de março de 2019.

Figura 5 Tempestade Iba na noite de 24/03 (Fonte: DSA/CPTEC – GOES-16, 24/03 – 22:45UTC)

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