quarta-feira, 12 de junho de 2013

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei – Volume 3 – Número 04



As condições atmosféricas em Itajubá no mês de abril de 2013, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura do ar média oscilou entre 17,1º C e 22,7º C (a média foi 19,8º C). A maior temperatura máxima registrada foi 29,9º C (dia 01) e a menor temperatura mínima foi 10,5º C (dia 17). As médias mensais da umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 79,8% e 0,3 m/s (1,1 km/h), respectivamente. A direção predominante do vento foi a noroeste. Em 14 dias do mês ocorreu precipitação contabilizando um total de 88 mm.

No mês de abril apenas uma frente fria influenciou o tempo em Itajubá. Esse sistema chegou ao sul de Minas Gerais no dia 14 (Figura 2) e contribuiu para a redução das temperaturas nos dias posteriores (Figura 1). Antes da passagem desse sistema havia muita nebulosidade no céu (Figura 3).

Com relação à nebulosidade (Figura 3), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 39%. Ressalta-se que a primeira quinzena do mês foi caracterizada por dias mais nebulosos do que a segunda quinzena.

O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de abril é mostrado na Figura 4. Detalhes sobre o IET são fornecidos no volume 2 (11) deste boletim. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 21,3 (dia 25), o maior valor foi 27,3 (dia 01), a média mensal foi 24,0 e a média da hora de ocorrência do maior IET, 13:54 h. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12:50 às 14:50 horas.

Nessa edição, um novo índice é apresentado: o índice de aridez (IA). O cálculo do IA segue a recomendação da Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação (UNCCD) sendo a razão entre o total mensal de precipitação e a evapotranspiração potencial. Essa última é determinada com o método de Thornthwaite (1948). As classes do IA são: 0<IA<0,05 condições hiperáridas, 0,05<IA<0,20 condições áridas, 0,20<IA<0,5 condições semi-áridas, 0,5<IA<0,65 condições sub-úmida seca, 0,65<IA<1,0 condições sub-úmida úmida e IA>1,0 condições úmidas. No mês de abril o IA foi de 1,29 indicando um clima úmido.

Esse boletim deixa como sugestão o acesso ao sítio

para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá e o sítio


aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país.






Figura 1 Variáveis atmosféricas medidas no mês de abril de 2013 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura.







 Figura 2 Carta sinótica de superfície no dia 14 de abril de 2013 às 06Z (03 horas local). A linha azul com triângulos indica a localização de frente fria no sul de Minas Gerais. Fonte: GPT-CPTEC-INPE.





 Figura 3 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de abril de 2013.



Figura 4 Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de abril de 2013.




Referências

THORNTHWAITE, C. W., 1948: An approach a rational Classification of Climate. Geograph. Rev. 38:55-94.




 Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 30 – mês de referência: Abril/2013 
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Coordenação: Prof. Marcelo de Paula Corrêa
Colaboração Docente: Profs. Arcilan Assireu e Luiz Felipe Silva
Colaboração Discente: Carolina Gouveia e Isabella Fortes
Colaboração Técnica: Tatiana Amaro



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei – Volume 3 – Número 03


As condições atmosféricas em Itajubá no mês de Março de 2013, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura do ar média oscilou entre 19,1º C e 23,9º C (a média foi 21,9º C). A maior temperatura máxima registrada foi 31,9º C (dia 06) e a menor temperatura mínima foi 11,6º C (dia 29). As médias mensais da umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 82,7% e 0,4 m/s (1,3 km/h), respectivamente. A direção predominante do vento foi a norte. Em 21 dias do mês ocorreu precipitação contabilizando um total de 197,8 mm.

O aquecimento da superfície, com a consequente evaporação da água, foi o principal responsável pela chuva ocorrida ao longo do mês. Algumas vezes, a esse processo também se associou a convergência dos ventos provenientes do Atlântico Sul e da Amazônia que transportavam umidade.

No mês de Março apenas uma frente fria influenciou o tempo em Itajubá. Esse sistema permaneceu sobre o sul de Minas Gerais entre os dias 17 e 18 e, associada a uma zona de convergência de umidade (Figura 2), contribuíram para chuva no dia 17. A chegada da frente fria pode ser identificada na Figura 1 através da redução das temperaturas no dia 17 em relação ao dia 16 e pela mudança do vento para direção sul. A passagem da frente fria também contribuiu para a elevada cobertura de nuvens entre os dias 17 e 19 (Figura 3).
Com relação à nebulosidade (Figura 3), a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 56%.

O maior valor do Índice de Estresse Térmico (IET) por dia no mês de Março é mostrado na Figura 4. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Considerando a série temporal do maior valor diário de IET, o menor valor registrado foi 20,4 (dia 19), o maior valor foi 29,9 (dia 19), a média mensal foi 26,5 e a média da hora de ocorrência do maior IET, 12:50 h. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 11:50 às 13:50 horas.

Esse boletim deixa como sugestão o acesso ao sítio
http://www.wunderground.com/weatherstation/WXDailyHistory.asp?ID=IMINASGE10 , para aqueles que tiverem interesse em saber em tempo real a evolução das variáveis atmosféricas em Itajubá. E o sítio  www.grec.iag.usp.br ,aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país.


Figura 1 Variáveis atmosféricas medidas no mês de Março de 2013 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura.


Figura 2 Carta sinótica de superfície no dia 18 de Março de 2013 às 12Z (09 horas local). A linha verde hachurada indica a posição da Zona de Convergência de Umidade e a linha azul, sob essa, indica a posição da frente fria.Fonte: GPT-CPTEC-INPE.


Figura 3 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de Março de 2013.


Figura 4 Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de Março de 2013.










 Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 29 – mês de referência: Março/2013 
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Coordenação: Prof. Marcelo de Paula Corrêa
Colaboração Docente: Profs. Arcilan Assireu e Luiz Felipe Silva
Colaboração Discente: Carolina Gouveia e Isabella Fortes
Colaboração Técnica: Tatiana Amaro













segunda-feira, 1 de abril de 2013

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei – Volume 3 – Número 02


As condições atmosféricas em Itajubá no mês de fevereiro de 2013, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura do ar média oscilou entre 18,9º C e 24,6º C (a média foi 22,9º C). A maior temperatura máxima registrada foi 32,6º C (dia 14) e a menor temperatura mínima foi 15,2º C (dia 21). As médias mensais da umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 80,1% e 0,3 m/s (1,2 km/h), respectivamente. A direção predominante do vento oscilou entre N e NNW. Em 19 dias do mês ocorreu precipitação contabilizando um total de 269,6 mm.
 Com relação à nebulosidade (Figura 2), o céu permaneceu com maior cobertura diária de nuvens entre os dias 01 e 10 de fevereiro, sendo que no dia 07 o céu ficou totalmente coberto (100%). Já a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 50%.
 O maior valor diário do Índice de Estresse Térmico (IET) durante o mês de fevereiro é mostrado na Figura 3. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Em fevereiro, o menor valor registrado de IET foi 20,7 (dia 07), o maior valor foi 30 (dia 16), a média mensal do maior valor diário do índice foi 27 e a média da hora de ocorrência do maior IET, 13:37 h. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12 às 14 horas.

Esse boletim deixa como sugestão o acesso ao sítio www.grec.iag.usp.br, aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país.


Figura 1 Variáveis atmosféricas medidas no mês de fevereiro de 2013 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura.


Figura 2 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de fevereiro de 2013.

Figura 3 Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de fevereiro de 2013.





                                       



Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 28 – mês de referência: Fevereiro/2013 
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Coordenação: Prof. Marcelo de Paula Corrêa
Colaboração Docente: Profs. Arcilan Assireu e Luiz Felipe Silva
Colaboração Discente: Carolina Gouveia e Isabella Fortes
Colaboração Técnica: Tatiana Amaro








segunda-feira, 4 de março de 2013

Boletim Meteorológico Mensal da Unifei – Volume 3 – Número 01


As condições atmosféricas em Itajubá no mês de janeiro de 2013, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura do ar média oscilou entre 19,0º C e 25,5º C (a média foi 22,1º C). A maior temperatura máxima registrada foi 31,8º C (dia 01) e a menor temperatura mínima foi 13,9º C (dia 21). As médias mensais da umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 81,6% e 0,5 m/s (1,8 km/h), respectivamente. O vento de sul foi predominante durante janeiro. Em 24 dias do mês ocorreu precipitação contabilizando um total de 269,4 mm.
 Com relação à nebulosidade (Figura 2), o céu permaneceu com maior cobertura diária de nuvens nos dias 10 e 12 de janeiro (~90%). Já a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 60%.
 O maior valor diário do Índice de Estresse Térmico (IET) durante o mês de janeiro é mostrado na Figura 3. Detalhes sobre o IET são fornecidos no volume 2 (11) deste boletim. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Em janeiro, o maior valor de IET registrado foi 29 (dia 8), a média mensal do maior valor diário do índice foi 27 e a média da hora de ocorrência do maior IET, 13 h. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12 às 14 horas.

Esse boletim deixa como sugestão o acesso ao sítio www.grec.iag.usp.br, aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país.


Figura 1 Variáveis atmosféricas medidas no mês de janeiro de 2013 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura.





Figura 2 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de janeiro de 2013.


Figura 3 Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de janeiro de 2013.





Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 27 – mês de referência: Janeiro/2013 
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Coordenação: Prof. Marcelo de Paula Corrêa
Colaboração Docente: Profs. Arcilan Assireu e Luiz Felipe Silva
Colaboração Discente: Carolina Gouveia e Isabella Fortes
Colaboração Técnica: Tatiana Amaro







Boletim Meteorológico Mensal da Unifei – Volume 2 – Número 12


As condições atmosféricas em Itajubá no mês de dezembro de 2012, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura do ar média oscilou entre 21,9º C e 25,6º C (a média foi 23,8º C). A maior temperatura máxima registrada foi 33,0º C (dia 20) e a menor temperatura mínima foi 17,3º C (dia 02). As médias mensais da umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 79,2% e 0,41 m/s (1,5 km/h), respectivamente. O vento de norte foi predominante durante dezembro. Em 24 dias do mês ocorreu precipitação contabilizando um total de 266,6 mm.
 Com relação à nebulosidade (Figura 2), o céu permaneceu com maior cobertura diária de nuvens entre os dias 14 e 17 de dezembro (~70%). Já a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 52%.
 O maior valor diário do Índice de Estresse Térmico (IET) durante o mês de dezembro é mostrado na Figura 3. Detalhes sobre o IET são fornecidos no volume 2 (11) deste boletim. De forma geral, o IET serve como um guia para quem realiza atividades físicas, sendo que os valores de IET menores ou iguais a 25 indicam risco baixo à saúde, valores entre 26 e 33 risco moderado, já valores maiores do que 33, risco extremo. Em dezembro, o maior valor de IET registrado foi 30 (dia 27), a média mensal do maior valor diário do índice foi 29 e a média da hora de ocorrência do maior IET, 13 h. Assim, recomenda-se a não realização de atividades físicas por cerca das 12 às 14 horas.

Esse boletim deixa como sugestão o acesso ao sítio www.grec.iag.usp.br, aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país.



Figura 1 Variáveis atmosféricas medidas no mês de dezembro de 2012 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura.




Figura 2 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de dezembro de 2012.


Figura 3 Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de dezembro de 2012.




Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 26 – mês de referência: Dezembro/2012 
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Coordenação: Prof. Marcelo de Paula Corrêa
Colaboração Docente: Profs. Arcilan Assireu e Luiz Felipe Silva
Colaboração Discente: Carolina Gouveia e Isabella Fortes
Colaboração Técnica: Tatiana Amaro






quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Monitoramento Meteorológico Mensal Novembro/2012


As condições atmosféricas em Itajubá no mês de novembro de 2012, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura do ar média oscilou entre 19,6º C e 25,0º C (a média foi 22,2º C). A maior temperatura máxima registrada foi 33,4º C (dia 23) e a menor temperatura mínima foi 11,6º C (dia 18). As médias mensais da umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 73,6% e 0,66 m/s (2,4 km/h), respectivamente. O vento de sul foi predominante durante o período. A precipitação concentrou-se em 15 dias do mês e contabilizou um total de 101,8 mm.

No dia 01/11 foi observado um sistema de alta pressão em superfície na costa do Rio Grande do Sul (Figura 2a). Os ventos desse sistema no sentido anti-horário ao encontrarem os ventos no sentido horário do ciclone mais afastado do continente geraram ventos de sul que atingiram o sul de Minas Gerais (MG). O encontro desses ventos com os ventos proveniente do interior do continente em direção a MG (Figura 2b) e o aquecimento diurno da superfície foram responsáveis pela precipitação.

Na primavera e verão, a maior parte da ocorrência de precipitação está associada com a ascensão do ar devido ao intenso aquecimento da superfície continental e pelo encontro dos ventos (convergência) numa dada região. Esses dois mecanismos podem ocorrer individualmente ou concomitantemente. A ocorrência simultânea desses mecanismos foi responsável pela chuva nos dias 03 (Figura 3), 09 (Figura 4),10, 15, 19, 20, 24, 25 e 28 de novembro.

Com relação à nebulosidade (Figura 5), o céu permaneceu com maior cobertura diária de nuvens na primeira quinzena de novembro, sendo os dias 09 e 10 os mais nebulosos. Já a média mensal da cobertura diária de nuvens foi de 53%.

A partir desse boletim será incluída uma nova variável: o Índice de Estresse Térmico (IET) que é obtido através de uma relação entre a temperatura do ar, umidade relativa e radiação atmosférica. Os valores do IET são categorizados em três faixas (Tabela 1), de acordo com Moran et al. (2001). O índice serve como um guia para quem realiza atividades físicas. O risco à saúde tende a crescer a partir do valor de 26 unidades de IET, tornando-se extremo acima de 33.

Tabela 1: Índice de Estresse Térmico (IET) e riscos à saúde.
Valor do IET
Risco à saúde
Menor ou igual a 25
Baixo
26 a 33
Moderado a risco alto
Maior do que 33
Extremo

Fonte: MORAN, D.S.; PANDOLF, K.B.;  SHAPIROA, Y.;  HELEDA, Y.. SHANIA,  Y. ; MATHEWB, W.T.; GONZALEZ, R.R. An environmental stress index (ESI) as a substitute for the wet bulb globe temperature (WBGT). Journal of Thermal Biology. 2001, v.  26, p. 427–431.

Nesse e nos futuros boletins será mostrado o maior IET ocorrido em cada dia do mês. No caso de novembro (Figura 6), o maior valor de IET foi 28,7 (dia 24), o menor valor foi 23,5 (dia 14) e a média mensal foi 26,1. Com base na Figura 6, nota-se que em vários dias do mês o IET atingiu a categoria de risco à saúde moderado a alto. A partir do próximo boletim serão indicados, também, os horários do dia mais críticos, baseado no IET, para a realização de atividades laborais.

Esse boletim deixa como sugestão o acesso ao sítio www.grec.iag.usp.br, aos leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul e a previsão climática sazonal nas diferentes regiões do país.


Figura 1 Variáveis atmosféricas medidas no mês de novembro de 2012 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura.



Figura 2 Análise sinótica a) ao nível médio do mar e b) no nível de 850 hPa dia 01/11/2012 às 18Z (15 horas local) mostrando uma região de alta pressão próxima ao Rio Grande do Sul e um ciclone a leste da alta. Essa situação favorece ventos de sul que chegam ao sudeste do Brasil. Fonte: GPT/CPTEC/INPE.




Figura 3 Carta sinótica no nível de 850 hPa no dia 03/11/2012 às 18Z (15 horas local) mostrando uma região de convergência de ventos no sul de Minas Gerais. Fonte: GPT/CPTEC/INPE.



Figura 4 Análise sinótica a) ao nível médio do mar e b) no nível de 850 hPa dia 09/11/2012 às 18Z (15 horas local). Em superfície há um cavado no campo da pressão (linha amarela tracejada) e, nessa mesma região, a carta de 550 hPa mostra convergência dos ventos. Fonte: GPT/CPTEC/INPE.



Figura 5 Cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá no mês de novembro de 2012.




Figura 6 Maior valor diário do Índice de Estresse Térmico na cidade de Itajubá no mês de novembro de 2012.









Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 25 – mês de referência: Novembro/2012 
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Coordenação: Prof. Marcelo de Paula Corrêa
Colaboração Docente: Profs. Arcilan Assireu e Luiz Felipe Silva
Colaboração Discente: Carolina Gouveia e Isabella Fortes
Colaboração Técnica: Tatiana Amaro




sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Monitoramento Meteorológico Mensal Outubro/2012



As condições atmosféricas em Itajubá no mês de outubro de 2012, medidas na estação meteorológica automática localizada na UNIFEI, são apresentadas na Figura 1. Neste mês, a temperatura do ar média oscilou entre 19,3º C e 26,4º C (a média foi 22,5º C). A maior temperatura máxima registrada foi 35,4º C (dia 30) e a menor temperatura mínima foi 10,1º C (dia 01). As médias mensais da umidade relativa do ar e da intensidade do vento foram 69,1% e 0,58 m/s (2,1 km/h), respectivamente. Já a direção predominante do vento foi a norte. Em 14 dias do mês ocorreu precipitação, contabilizando um total de 101,8 mm.

Dos 14 dias com chuva, 5 ocorreram na primeira quinzena do mês, enquanto 9 na segunda quinzena. A chuva registrada entre os dias 11 e 13 de outubro esteve associada ao acoplamento de dois sistemas: uma frente semi-estacionária e uma Zona de Convergência de Umidade (ZCOU, Figura 2). Esses sistemas também causaram grande nebulosidade em Itajubá como mostra a Figura 3.

A chuva registrada na segunda quinzena de outubro foi em sua maior parte convectiva. Durante o dia a temperatura do ar se eleva e faz o ar ascender atingindo níveis mais altos da atmosfera. Como o ar transporta umidade, essa acaba condensando e formando nuvens que posteriormente precipitam.

A Figura 3 mostra a média diária da cobertura de nuvens em Itajubá. A média mensal dessa variável foi de 41%, o que indica que quase metade da abóbada celeste permaneceu coberta por nuvens diariamente.

Os leitores que tiverem interesse no monitoramento dos ciclones na América do Sul, dirijam-se ao sítio www.grec.iag.usp.br.



Figura 1 Variáveis atmosféricas medidas no mês de outubro de 2012 na estação meteorológica automática localizada no campus da Universidade Federal de Itajubá (latitude 22º 24’ 46” e longitude 45º 27’06”): a) temperatura (oC) máxima diária (vermelho), temperatura mínima diária (azul) e média diária da temperatura do ar (verde) a 2 m de altura, b) média diária da pressão atmosférica ao nível médio do mar (hPa), c) direção predominante do vento a 2,5 m de altura; C indica calmaria, d) totais diários de precipitação (mm) contabilizados entre 00:10 e 24:00 h, e) média diária da umidade relativa (%) a 2 m de altura e f) média diária da intensidade do vento (m/s) a 2,5 m de altura. 



Figura 2 Análise sinótica ao nível médio do mar no dia a) 12/10/2012 às 18Z (15 horas local)  e b) 13/10/2012 às 06Z (03 horas local) mostrando uma frente semi-estacionária sobre a região sul de Minas Gerais, sendo que no dia 13 esse sistema se acopla a uma Zona de Convergência de Umidade (traços em verde). Fonte: GPT/CPTEC/INPE.



Figura 3 Simulação numérica da cobertura de nuvens média diária na cidade de Itajubá em outubro de 2012.







Resumo informativo sobre o tempo em Itajubá
Programa de Graduação em Ciências Atmosféricas - Instituto de Recursos Naturais – Universidade Federal de Itajubá
n° 24 – mês de referência: Outubro/2012 
Desenvolvimento: Profa. Michelle Reboita
Colaboração: Prof. Arcilan Trevenzoli Assireu
       
                      Isabella Fortes Guimarães
                      Carolina Daniel Gouveia 
                      Técnica:Tatiana Amaro




Seguidores